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Herbicidas, conheça os prós e contras.

Os herbicidas são compostos químicos utilizados na agricultura para controlar o desenvolvimento de ervas daninhas.

As ervas são eliminadas quando disputam certos recursos com as cultiváveis, exemplo, água, sais minerais, espaço e outros.


Atualmente, os herbicidas possuem diversos tipos, ocupando o primeiro lugar no ranking, os a base de glifosato, sistêmicos não-seletivos, que eliminam qualquer tipo de erva daninha, sem distinção.


No entanto, ao mesmo tempo que esse composto ajuda a aumentar a demanda de alimentos e impulsionam a economia, também contribuem para a poluição ao meio ambiente, gerando doenças de irritação de pele ou até mesmo câncer.


Entender os prós e contras deste químico é importante, pois ajuda no momento de fazer escolhas na compra, pois você conhece sobre os produtos e entende o que ele pode fazer ou causar.


Conheça os prós:


Rendimento de colheita


As ervas daninhas competem com as lavouras por luz solar, nutrientes do solo e água.


Contudo, o uso de herbicidas elimina essa competição, permitindo maior rendimento da safra, menos escassez de alimento e menor preço dos alimentos.


Benefícios econômicos


De acordo com relatório da Delta Farm Press de 2013, estima-se que o uso de herbicidas impulsiona de US $ 16 bilhões para agricultores nos Estados Unidos a cada ano.


Além disso, eles reduziram os custos de controle de daninhas em US $ 10 bilhões, incluindo mais de US $ 1 bilhão em economia na remoção manual das ervas.


Paisagismo


Belas paisagens oferecem benefícios próprios. Sem as herbicidas, esses locais naturais podem ser empesteados com ervas daninhas, o que ocasionaria dificuldade em manter canteiros de flores e hortas.


Os contras:


Efeitos colaterais para a saúde


Os herbicidas representam perigo para a saúde de todas as pessoas, sejam elas trabalhadores de campo ou pessoas que compram alimentos cultivados com tais produtos químicos.


Sua exposição pode causar irritação na pele, na garganta e fossas nasais.


Resistência


Para manter as ervas daninhas afastadas, agricultores necessitam e acabam dependendo das herbicidas, pois as daninhas mostram resistência notável a esses produtos químicos e resistem aos seus efeitos.


Tal resistência aumenta os custos com as herbicidas, resultando em uma quantidade maior de química no solo.


Poluição


Um dos fatos que mais prejudicam o meio ambiente é a contribuição negativa que essas herbicidas químicas oferecem, poluindo o ar, a água e o solo.


Sem contar, que quando chove, a água da chuva transporta esses produtos químicos para outras áreas, podendo chegar em cursos d’água, afetando o habitat aquático e matando peixes, e afetando outros locais.


fonte: Luana Felix de Sousa


Estudo alerta para risco de perda da biodiversidade

O estudo é o primeiro relato de alto nível sobre a situação dos quatro ecossistemas tropicais

Pesquisadores de diversas partes do mundo publicaram artigo no número 559 da revista Nature de julho 2018, com o título “o futuro dos ecossistemas hiperdiversos”. Apontam para um iminente colapso global da biodiversidade, que poderá ser evitado se forem adotadas medidas urgentes para reverter a perda de espécies dos trópicos.


O estudo é o primeiro relato de alto nível sobre a situação dos quatro ecossistemas tropicais com mais diversidade no mundo: florestas tropicais, savanas, lagos e rios, e recifes de coral.

Os trópicos, embora cubram somente 40% do planeta, abrigam mais de três quartos das espécies de aves do mundo. Algumas destas aves não são encontradas em nenhuma outra parte e muitas ainda são desconhecidas pela ciência.


Nos ecossistemas tropicais, muitas espécies enfrentam vários perigos, como o desmatamento. São afetadas pelas pressões humanas locais, como a pesca excessiva ou a caça clandestina, submetidas à secas ou ondas de calor vinculadas às mudanças climáticas.


Muitas aves canoras ou aquelas de rara beleza estão em risco de extinção iminente devido a captura para o comércio. No Brasil, são incluídos o soldadinho do Araripe (Antilophia bokermanni) uma bela ave existente numa pequena área do Ceará e, que foi descoberta somente no final do século passado (1996), e o Tiête-de-coroa (Calyptura cristata) redescoberto em 1996 no estado do Rio de Janeiro e criticamente ameaçado; calcula-se que existam somente 50 indivíduos na natureza desse último.


A degradação dos ecossistemas tropicais também ameaça espécies raras, além das pessoas que são afetadas em seu bem-estar em todo o planeta. O bioma Mata Atlântica é um dos mais afetados pelo crescimento da urbanização e são inúmeras espécies, tanto de mamíferos como aves que estão ameaçados. Da onça-pintada no Nordeste restam poucos exemplares em áreas isoladas da caatinga e no leste da Bahia. A arara azul de Lear (Anodorhynchus leari) é uma espécie ameaçada devido ao tráfico de animais e à destruição de seu habitat restando pouco mais de 1000 exemplares na região do Raso da Catarina, no estado da Bahia.


O professor Jos Barlow, da Universidade de Lancaster, que liderou a pesquisa afirma que os recifes de coral, embora cubram somente 0,1% da superfície do oceano, proporcionam recursos pesqueiros e proteção costeira para até 200 milhões de pessoas. Segundo ele, os bosques tropicais úmidos e as savanas armazenam 40% do carbono da biosfera terrestre e contribui para a formação de chuva em algumas regiões agrícolas mais importantes do mundo.


No estudo, os pesquisadores indicam ações necessárias e urgentes que poderão diminuir a degradação desses importantes ecossistemas tropicais. Apelam para, que haja uma mudança radical nos esforços para apoiar o desenvolvimento sustentável e as intervenções de conservação efetivas para preservar e restaurar habitats tropicais.


Como a confirmar o risco apontado pela pesquisa, o World Resources Institute (WRI) publicou em seu site de monitoramento florestal, o Global Forest Watch, a tendência de desmatamento nas florestas tropicais. Os dados de 2017, sobre o Brasil indicam que o país apresentou sua segunda mais alta taxa de perda florestal com a diminuição de 45.000 km2. Os incêndios provocados para a expansão da área agrícola foram os maiores responsáveis pela destruição da floresta.


fonte: Reinaldo Dias


Norsk Hydro chega a acordo após acusações de contaminação no Brasil

Grupo foi acusado de ter poluído as águas de Barcarena, no norte do país

As autoridades ordenaram à Norsk Hydro a reduzir em 50% sua produção na fábrica (Ricardo Moraes/Reuters)


A Norsk Hydro anunciou, nesta quinta-feira (6), um acordo com as autoridades brasileiras para pôr fim a um conflito ambiental e que pode permitir ao fabricante norueguês de alumínio retomar completamente sua produção no país.


O Brasil acusava o grupo de ter poluído as águas da localidade de Barcarena, no norte, com resíduos de bauxita que teriam saído de sua fábrica brasileira Alunorte após as fortes chuvas registradas em fevereiro.


As autoridades ordenaram à Norsk Hydro, que nega essas acusações, reduzir em 50% sua produção na fábrica, a maior do mundo de produção de alumina.


Extraído da bauxita, o alumina é o principal componente do alumínio.


Segundo dois acordos firmados ontem no Brasil, a Norsk Hydro aceita pagar R$ 160 milhões na forma de multas, investimentos (como melhorias do sistema de tratamento de água) e distribuição de vales-alimentação para as populações locais.


O grupo também se compromete a dedicar outros R$ 150 milhões para medidas socioeconômicas.


Segundo um instituto subordinado ao Ministério da Saúde, o incidente de fevereiro pôs em risco pescadores e outras comunidades que vivem no Amazonas, porque a água potável e para banho tinha elevados níveis de alumínio e metais pesados.


Embora os acordos não especifiquem uma data para retomar completamente a produção da fábrica, a Norsk Hydro disse esperar que seja em breve.


“É um passo para a retomada das atividades normais na Alunorte”, disse o responsável pela divisão de bauxita e alumina, John Thuestad, em um comunicado.


A normalização seria uma boa notícia para o grupo, cujos resultados e ações se viram afetados por seus problemas no Brasil.


A queda da produção na Alunorte, que tem uma capacidade anual de 6,3 milhões de toneladas de alumina, também a obriga a diminuir as atividades da mina de bauxita de Paragominas e da fábrica de alumínio Albras.


fonte: Revista Exame


As belas praias da Califórnia podem sumir nas próximas décadas

Estado sentirá cada vez mais o duro impacto da mudança climática, com perda de terras destruídas por incêndios florestais e falta extrema de água

A Califórnia pode perder até dois terços de suas praias até o final do século.


A quarta avaliação climática do governo estadual, divulgada nesta segunda-feira, detalha o impacto cada vez mais perigoso da mudança climática, incluindo aumento do nível do mar, temperaturas mais altas, perda de terras destruídas por incêndios florestais e falta extrema de água.


O relatório apresenta novos aspectos dos riscos enfrentados pelo Estado e atualiza projeções sobre o impacto da mudança climática. Sem medidas significativas para limitar as emissões de gases que causam o efeito estufa, a temperatura máxima do dia, usando uma média anual, subirá de 3,1 a 4,9 graus até 2100. O impacto será sentido muito antes disso.


A água vinda da reserva de neve do Estado pode diminuir em dois terços até 2050. A falta de água para a agricultura chegará a 16 por cento em algumas áreas, o que reduz a umidade do solo. Este verão já deu uma prévia do que acontece com florestas esturricadas pelo calor extremo. Comunidades com menos de 10.000 moradores tendem a sofrer desproporcionalmente com o encarecimento e escassez de água. A seca que atingiu o Estado entre 2012 e 2016 é considerada uma advertência meteorológica.


Com a mudança climática, florestas ficam mais vulneráveis a incêndios. Até 2100, pode haver um salto de 50 por cento nos incêndios florestais considerados extremos e aumento de 77 por cento na área média queimada, segundo o estudo. Conter incêndios e podar florestas ajudaria a reduzir os danos projetados.


Sistemas de infraestrutura de transporte de combustível enfrentarão ameaças maiores com o passar dos anos e décadas, de acordo com o relatório. Docas, terminais e refinarias correrão riscos maiores devido a enchentes e ao aumento do nível do mar. Estradas e ferrovias usadas para transporte de gasolina e petróleo também são mais vulneráveis a incêndios florestais.


A intensificação do uso de ar-condicionado aumentará a demanda por energia, especialmente no interior e na costa sul do Estado. A infraestrutura de energia na região do delta dos rios Sacramento e San Joaquin é suscetível no longo prazo à combinação de afundamento do solo e elevação do nível do mar. As barreiras existentes podem ficar aquém dos padrões federais na metade do século.


fonte: Eric Roston


Chilenos criam sacos plásticos solúveis em água que não poluem

Roberto Astete e Cristian Olivares encontraram fórmula química à base de PVA que substitui derivados do petróleo

Segundo inventores, novo plástico demora apenas cinco minutos para ser desfeito (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)


Com uma mudança sutil na fórmula do plástico, que permite substituir o petróleo pela pedra calcária, um grupo de empreendedores chilenos conseguiu fabricar sacos plásticos e de tecido reutilizáveis solúveis em água e que não contaminam.


Roberto Astete e Cristian Olivares, os dois artífices deste produto, começam a fazer experimentos para fabricar um detergente biodegradável, mas acabaram encontrando a fórmula química à base de PVA (álcool polivinílico, solúvel em água) e que substitui os derivados do petróleo, responsáveis pela alta durabilidade dos plásticos que se integrou à cadeia alimentar de animais marinhos e responsáveis pela deterioração do meio ambiente.


“Nosso produto deriva de uma pedra calcária que não causa danos ao meio ambiente”, assegurou Astete, diretor-geral da empresa SoluBag, que espera comercializar seus produtos a partir de outubro no Chile, um dos primeiros países da América Latina a proibir o uso de sacos plásticos convencionais em estabelecimentos comerciais.


“É como fazer pão”, acrescenta. “Para fazer pão é preciso farinha e outros ingredientes. Nossa farinha é de álcool de polivinil e outros componentes, aprovados pela FDA (agência americana reguladora de alimentos, medicamentos, cosméticos, aparelhos médicos, produtos biológicos e derivados sanguíneos), que nos permitiu ter uma matéria-prima para fazer diferentes produtos”.


Diante de jornalistas, os dois demonstraram a solubilidade imediata de suas sacolas plásticas em água fria ou de bolsas de tecido reutilizáveis em água quente.


“O que fica na água é carbono”, assegura Astete, o que os exames médicos realizados demonstraram que “não tem nenhum efeito no corpo humano”.


Para demonstrar que a água turva resultante da dissolução é “inócua” e potável, eles bebem alguns copos.


Reciclagem doméstica


“A grande diferença entre o plástico tradicional e o nosso é que aquele vai estar entre 150 e até 500 anos no meio ambiente e o nosso demora apenas cinco minutos. A gente decide quando o destrói”, afirma Astete, antes de acrescentar que “hoje em dia a máquina recicladora pode ser a panela de casa ou a máquina de lavar”.


A fórmula encontrada permite “fazer qualquer material plástico”, razão pela qual já estão trabalhando na produção de materiais como talheres, pratos e embalagens.


Os tecidos solúveis na mesma água quente que serve, por exemplo, para preparar um chá ou um café, podem ser usados para produzir sacolas de compras reutilizáveis e produtos hospitalares como os protetores de macas, batas e gorros do pessoal médico e de pacientes que costumam ter um único uso, explica Olivares.


E quando chove, como as compras chegam em casa? Os fabricantes podem programar a temperatura à qual tanto os sacos plásticos como os de lixo se dissolvem no contato com a água.


Outra vantagem das sacos é que são antiasfixia, uma causa importante de mortalidade infantil, pois se dissolve em contato com a língua ou as lágrimas.


Com a produção maciça, que pode ser feita nas mesmas empresas que fabricam os plásticos convencionais – basta apenas alterar a fórmula -, o preço de seus produtos pode ser similar ao dos atuais, garantem.


Em um mundo onde em 2014 foram fabricadas 311 milhões de toneladas de plástico e se nada mudar, em 2050, serão produzidas 1,124 bilhão de toneladas, Astete e Olivares esperam dar ao cliente o “empoderamento de ajudar a descontaminar o meio ambiente” porque “a grande vantagem é que o usuário decide quando destruí-la”, assegura.


A iniciativa ganhou o prêmio SingularityU Chile Summit 2018 como empreendimento catalizador de mudança, o que rendeu aos inventores um estágio no Vale do Silício a partir de setembro.



Ambev terá 1,6 mil caminhões elétricos na distribuição de bebidas

A fabricante quer que 35% de sua frota seja movida a energia limpa nos próximos cinco anos

A Volkswagen Caminhões e Ônibus, com fábrica em Resende (RJ), anunciou na segunda-feira, 20, que a Ambev terá 1,6 mil caminhões elétricos na frota de distribuição das bebidas produzidas pela marca. Os veículos serão produzidos na fábrica de Resende (RJ) e entregues até 2023. Com isso, 35% dos veículos de distribuidores que prestam serviços para a cervejaria serão movidos a energia limpa.


Dona das marcas Skol, Brahma e Antarctica, a Ambev receberá a primeira unidade do e-Delivery, voltado a entregas urbanas, nos próximos meses. Por enquanto é um veículo de teste, que poderá receber alterações até o início da produção em escala, prevista para 2020.


Segundo Roberto Cortes, presidente da MAN Latin America, fabricante dos veículos pesados da Volkswagen, esse é primeiro caminhão leve 100% elétrico feito na América Latina. O veículo foi desenvolvido no Brasil, utilizando soluções mundiais. O projeto foi contemplado no investimento de R$ 1 bilhão que o grupo tem programado para o período de 2016 a 2021.


O executivo diz que o preço do produto não está definido, mas, inicialmente, será muito acima de um modelo a diesel, pois só a bateria, importada da China, tem hoje custo bastante elevado. “Com o aumento da produção, os custos certamente vão baixar”, diz Cortes, que já tem vários fornecedores locais de outros componentes. Ele acredita que, ao longo dos próximos anos, alguma empresa deva iniciar a produção de baterias localmente.


Para a Ambev, o uso em suas operações de caminhões elétricos, que não emitem poluentes e são silenciosos, fazem parte do seu compromisso de reduzir em 25% a emissão de carbono em toda sua cadeia de valor (logística e produção) nos próximos cinco anos.


“Temos certeza de que esse projeto contribuirá muito para a construção do legado sustentável que queremos deixar para as próximas gerações”, diz Guilherme Gaia, diretor de logística e suprimentos da Ambev.


A empresa atualmente é atendida por frota de 4,8 mil caminhões, que vão sendo renovados gradualmente. Para abastecer os veículos elétricos, promete usar apenas energia adquirida de fontes limpas, como eólica e solar.


O grupo também vai instalar painéis de geração de energia solar em seus centros de distribuição para abastecer os veículos. O caminhão tem autonomia para rodar até 200 km com a bateria carregada.


Coleta de lixo


Na segunda-feira, 20, a Corpus Saneamento e Obras, de Indaiatuba (SP), também disse que recebeu seis caminhões elétricos importados da fabricante chinesa BYD – os primeiros de um total de 200 que serão incorporados à frota usada na coleta e transporte de resíduos. Até dezembro chegarão mais 15 unidades. Outras 60 serão entregues em 2019, e as demais nos quatro anos seguintes.


Para entrar no Brasil, os veículos pagam 35% de imposto de importação e são isentos de IPI. A alíquota de ICMS é de 18%, enquanto o caminhão a diesel paga 12%. A filial da BYD estuda nacionalizar a produção em sua fábrica em Campinas (SP), onde já monta ônibus elétricos.


Mais caro


Um caminhão elétrico pode custar cerca de três vezes mais que um a diesel, valor que diminuirá com aumento de demanda. Parte do custo é compensada pelo menor gasto em manutenção, estimado em 40%. O elétrico tem 3,5 mil peças, e o a diesel tem 5 mil. O preço da energia também é inferior ao do diesel.


fonte: Cleide Silva, do Estadão


Abelhas desenvolvem dependência química de agrotóxico (como fumantes)

Assim como a nicotina atua nos humanos, certos tipos de pesticidas afetam o sistema nervoso dos insetos

Quanto mais se alimentam de néctar de plantas contaminadas ou tratadas por agrotóxicos, mais as abelhas desenvolvem um estranho apetite pelo “mix” de substâncias. A constatação preocupante vem de uma estudo britânico publicado nesta semana na revista científica Proceedings of the Royal Society B.


Essa preferência não é natural, mas adquirida. Segundo a pesquisa, desenvolvida por cientistas da Imperial College London e da Queen Mary University of London (QMUL), na Inglaterra, ao longo do tempo, as abelhas são atraídas pelo néctar contendo inseticidas neonicotinóides, o que pode aumentar suas chances de exposição a altos níveis de substâncias químicas.


Os neonicotinóides são uma classe de inseticidas derivados da nicotina. Algumas dessas substâncias tiveram o uso proibido na União Europeia e em alguns outros países, após estudos evidenciarem correlações dos produtos aplicados à lavoura com o declínio de populações de abelhas polinizadoras.


Análises anteriores indicaram que alguns polinizadores, como as abelhas, não são capazes de distinguir a presença de três tipos de neonicotinóides comumente utilizados na agricultura e, portanto, não conseguiriam evitá-los.


Na nova pesquisa, os cientistas realizaram um experimento durante 10 dias em que os insetos tinham à disposição uma variedade de comedouros com sacarose (néctar) contendo entre 0,2 e 11 partes por bilhão de um pesticida neonicotinóide, além de outros comedouros sem nada de pesticida. A intenção era reproduzir a exposição que ocorre na natureza, sob diferentes concentrações e durante um longo período. 


O resultado? As abelhas demostraram uma preferência por alimentos que continham o inseticida. A proporção de visitas aos comedouros com o neonicotinóide aumentou ao longo do tempo, resultando em um maior consumo de sacarose que continha a substância em relação à sacarose sem nada. 


Mesmo após os pesquisadores alterarem a posição espacial de cada comedor, as abelhas continuaram a visitar aqueles com o inseticida, o que indica que elas são sim capazes de detectar o tiametoxam e alterar seu comportamento para continuar alimentando-se dele.


A crescente preferência por consumir os alimentos tratados com neonicotinóides, concluíram os cientistas, aumenta o risco de exposição  para toda a colônia. Os resultados, segundo eles, destacam a necessidade de incorporar esse gosto particular dos polinizadores por certos tipos de substâncias nas análises de riscos sobre pesticidas. 


Assim como a nicotina atua nos humanos, os pesticidas neonicotinóides afetam o sistema nervoso dos insetos. Estudos têm demonstrado que a exposição aos neonicotinoides pode prejudicar as funções motoras, o aprendizado, a orientação e a navegação dos insetos, o que afeta diretamente a capacidade de captar alimento e de se reproduzir, colocando em risco a própria sobrevivência das colônias.


Considerando o papel vital desses polinizadores, uma exposição generalizada a defensivos agrícolas perigosos pode ter consequências graves para as culturas e a própria saúde dos ecossistemas. 


fonte: Vanessa Barbosa


Aquecimento já ameaça “último reduto da era de gelo” na Terra

Partes do gelo marinho mais antigo e espesso do Ártico, no Polo Norte, dão sinais de fragmentação

A cada ano que passa, mais gelo derrete durante o verão e menos gelo se forma durante o inverno no Ártico, região que aquece duas vezes mais rápido que o resto do mundo.


Agora, a área de gelo marinho mais espessa e mais antiga do Ártico, considerada o último reduto da “era de gelo” em face das mudanças climáticas, está se fragmentando, informou nesta terça-feira o jornal britânico The Guardian.


É a segunda vez no ano que uma ruptura foi verificada nas camadas ao largo da costa norte da Groenlândia, que geralmente se encontram congeladas, mesmo no auge do verão.


A perda de gelo, que os meteorologistas chamaram de “assustadora”, foi associada aos ventos quentes e à onda de calor que assola o hemisfério norte, de acordo com os especialistas ouvidos pelo jornal.


O dado é motivo de preocupação. Desde que as observações dos satélites começaram na década de 1970, raramente foram observadas rupturas relevantes e que permitam a intrusão de água líquida na camada de gelo da região, que pode atingir até 20 metros de espessura. 


“Eu não sei dizer quanto tempo essa fratura permanecerá aberta, mas mesmo que seja fechada daqui a alguns dias, o dano já terá sido causado: o grosso e velho gelo do mar terá sido empurrado para longe da costa, para uma área onde vai derreter mais facilmente”, disse Thomas Lavergne, meteorologista do Instituto Meteorológico Norueguês, ao Guardian.


Com o agravamento da situação, os cientistas talvez tenham de repensar que outra área do Ártico será capaz de suportar os efeitos das mudanças climáticas.


Assim como as florestas e os oceanos, os solos terrestres são um dos maiores sumidouros de dióxido de carbono (CO2) no mundo. Recentemente, um estudo divulgado pela National Geographic revelou que as as camadas mais elevadas do solo que isolam o permafrost (como é chamado o solo da região gelada) pela primeira vez não congelaram após o verão em uma área da Sibéria, levantando preocupações de que os gases do efeito estufa aprisionados ali ao longo de anos possam ser liberados mais cedo do que o esperado. 


Os efeitos desse fenômeno ganham proporções de bomba-relógio ao se considerar que as maiores perdas ocorrerão nos ecossistemas de alta latitude, como o Ártico.


fonte: Vanessa Barbosa


Em mundo mais quente, insetos virão com tudo para cima das plantações

Na linha de frente, encontram-se três culturas básicas - arroz, milho e trigo

Cada aumento de um grau levará de 10 a 25% de perdas no campo. (Alffoto/Thinkstock)


São Paulo – Em um mundo mais quente, insetos famintos causarão maiores danos à agricultura, alertou um novo estudo publicado na revista científica Science.


O ataque de pragas às plantações responde atualmente por cerca de 10% das perdas de produção agrícola, mas se nada for feito para interromper a trajetória de aquecimento global, essa taxa pode aumentar até o final do século, prevê a pesquisa da Universidade de Washington, nos EUA.


Ao analisar os dados de ataque de pragas a culturas e a relação com o clima, os pesquisadores descobriram que cada aumento de um grau nas temperaturas globais levará de 10 a 25% de perdas no campo, especialmente em regiões temperadas.


A explicação é simples: à medida que sobem as temperaturas aumenta a taxa metabólica e o crescimento populacional dos insetos problemáticos. Na linha de frente desse processo, encontram-se três culturas básicas – arroz, milho e trigo.


Juntas, elas respondem por 42% das calorias diretas consumidas pelos seres humanos em todo o mundo. Com isso, o aumento dos prejuízos no campo resultará em um aumento da insegurança alimentar, especialmente em regiões onde a falta de alimento já é um problema, e pode levar a conflitos.


Na ponta do lápis, o aumento limitado a 2 graus na temperatura média global, por exemplo, resultará em perdas totais de aproximadamente 213 milhões de toneladas para os três grãos que estão na base da alimentação, dizem os pesquisadores.


França, a China e os Estados Unidos, que produzem a maior parte do milho, trigo e arroz do mundo, deverão experimentar os maiores aumentos nas perdas de colheitas provocadas por pragas. 


O estudo surge no momento em que vários governos no mundo estão se tornando menos tolerantes com o uso de pesticidas, ao mesmo tempo em que especialistas da natureza alertam para a redução do número de insetos polinizadores benéficos para as plantações, como as abelhas. 


fonte: Vanessa Barbosa


Risco de extinção do serrado

O segundo maior bioma brasileiro, conhecido como berço das águas

é responsável pela água que abastece as regiões de maior poder econômico do país. Entretanto, os investimentos em recuperação e preservação de áreas de Cerrado ainda são incipientes quando comparadas a outros biomas. O desmatamento nesse bioma já supera o da Amazônia, que possui uma extensão quase duas vezes maior, e suas áreas são subaproveitadas em monoculturas e pecuária, o que dificulta o uso sustentável do solo.


Frente ao desmatamento constante, o CEPF (Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos) desenvolveu um perfil ecossistêmico, apontando as especificidades do Cerrado e definindo as Áreas-Chave para a Conservação da Biodiversidade, as KBAs. Dentro das KBAs encontram-se 13 corredores de preservação, dentre eles, 4 foram definidos como de alta prioridade de conservação, por abrigarem recursos naturais fundamentais para a manutenção do bioma. A SaveCerrado atua em um desses quatro corredores, localizado no Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu, no estado de Minas Gerais.


Tudo Sobre Meio Ambiente

Os elementos do meio ambiente afetam de alguma maneira a vida das pessoas.

Todos os dias o meio ambiente está no centro de várias discussões e mesmo sendo um tema tão recorrente nem todo mundo compreende realmente esse conceito. Podemos dizer que o meio ambiente inclui coisas que tem ou não vida do planeta. Os elementos do meio ambiente afetam de alguma maneira a vida das pessoas. Trata-se de um conjunto de leis, condições e influências que criam a infraestrutura física, química e biológica que torna possível a existência de vários tipos de vida.


O Conceito de Meio Ambiente


A definição conceitual de meio ambiente pode ser feita da seguinte maneira: um sistema natural que passa por intensa transformação promovida pela espécie humana e outras espécies que habitam a Terra. Está dentro do conjunto do conceito de meio ambiente animais, vegetação, solo, fenômenos da natureza entre outros. Os fenômenos a que nos referimos são aqueles que não têm um limite e nem são influenciados pela intervenção do homem como a água, clima, radiação do sol e ar.


A Composição do Meio Ambiente


De uma forma geral são reconhecidas quatro esferas de meio ambiente que são a litosfera, hidrosfera e atmosfera que quando unidas formam a biosfera. A litosfera é a esfera das rochas, a hidrosfera a da água e a atmosfera a do ar. Existem algumas correntes científicas que ainda incluem a crisofera – a esfera do gelo – como uma parte diferenciada da hidrosfera além da pedosfera que é a esfera que se refere ao solo.


Ciências da Terra


A responsabilidade de estudar o meio ambiente é das chamadas ciências da terra que são quatro: Geografia, Geofísica, Geologia e Geodésia. Nessas disciplinas são usados conhecimentos de outras disciplinas como biologia, química, física e matemática. A partir de cada conhecimento desses é possível empreender conhecimentos quantitativos e qualitativos.


Meio Ambiente de Água


O Universo de Água dos Oceanos

Quando pensamos na água da Terra é natural pensar nos oceanos que são verdadeiros mundos a parte feitos somente de água, não é mesmo? Basicamente um oceano é um corpo muito grande de água salgada e faz parte da hidrosfera. O planeta Terra poderia perfeitamente se chamar Água uma vez que 71% dele é composto de água do oceano, isso é representado aproximadamente por 361 milhões de quilômetros quadrados.


Tudo Sobre Meio Ambiente


Toda essa área é subdividida em oceanos principais e ainda em mares menores. Uma curiosidade é que mais da metade dessa água salgada se encontra numa profundidade maior que três mil metros. Quase que toda a água do mar possui salinidade que vai de 30 a 38 ppt. Os oceanos podem ser conhecidos como “Oceano Global” quando reunidos. Os oceanos estão divididos em Oceano Pacífico, Oceano Índico, Oceano Ártico, Oceano Antártico e Oceano Atlântico.


O Longo Caminho dos Rios


Outro importante componente da hidrosfera é o curso de água natural conhecido como rio. Normalmente se trata de um curso de água doce que segue em direção a um oceano, mar, lago ou até mesmo outro rio. Existem casos raros em que um rio flui para o solo ou então acaba secando antes que possa se conectar com outro curso d’água. Conforme o seu tamanho os rios podem receber outros nomes como ribeiro, córrego e angra.


Atmosfera – Sustentação do Ecossistema da Terra


A atmosfera é o elemento que dá a sustentação do ecossistema da Terra. A gravidade do planeta é a responsável por manter a camada fina de gases no seu lugar. Os principais gases que são encontrados na superfície são o nitrogênio (78%) e oxigênio (21%). O restante é composto de gases inertes e os chamados “trace gases” como o metano, ozônio, dióxido de carbono entre outros.


Camada de Ozônio


A camada de ozônio tem um papel-chave para o planeta que é a redução de quantidade de radiação ultravioleta (UV) que chega a superfície. Essa camada é uma espécie de proteção para os seres vivos de Terra uma vez que a radiação UV pode alterar o DNA. A atmosfera ainda atua retendo calor no período da noite para que possa diminuir os extremos durante o dia.


As Camadas Principais da Terra


Existem cinco camadas principais na Terra e são elas: Exosfera, Termosfera, Mesosfera, Estratosfera e Troposfera – essa lista segue a ordem da mais alta para a mais baixa. O trabalho dessas camadas de uma maneira geral aumentar ou diminuir a temperatura. Ainda podemos citar outras camadas importantes que são: Ozonosfera, Ionosfera, Homosfera e heterosfera.


Aquecimento Global


Um dos principais assuntos em pauta em relação ao meio ambiente é o aquecimento global, trata-se de um problema que tem mobilizado vários cientistas. A grande preocupação está nas consequências desse aquecimento a longo prazo no ambiente e também para as pessoas.


Uma das questões mais relevantes desse tema é como a mudança do clima pode afetar fatores como a liberação dos gases, por exemplo. Existem ainda as mudanças que podem afetar a vida na Terra como o clima. O ser humano assim como outras espécies precisarão se adaptar a viver no planeta com as novas condições que ele apresentar.


O Clima


Podemos dizer que o clima é formado de inúmeros fatores dentre os quais estão a umidade, temperatura, pressão atmosférica, chuva, vento entre outros. O clima é a condição presente dos mesmos elementos num período de no máximo 14 dias. Uma região tem seu clima formado por questões como a latitude em que se encontra, se tem cobertura de gelo, água por perto, correntezas enfim diversos fatores.


A Vida


Os cientistas acreditam que a vida no planeta teve a sua origem a cerca de 3.7 bilhões de anos. O que se observa é que todas as formas de vida contam com os mesmos mecanismos moleculares essenciais. Correntes científicas acreditam que o fenômeno da vida teve origem a partir de uma única célula que se tornou o elemento primordial da vida, o ponto de partida para tudo o que preenche o meio ambiente.


Ecossistema


O ecossistema pode ser definido como sendo a unidade que é composta por plantas, animais e micro-organismos que habitam uma mesma área e que formam um conjunto.


O Que é Meio Ambiente?


O meio ambiente é tudo o que compõe o nosso planeta e afeta a nossa vida, o ar que respiramos, a água que cobre a maior parte da superfície da terra, as plantas e animais que nos rodeiam, etc.


Muitas pessoas consideram como meio ambiente apenas as coisas naturais, aquelas áreas intocadas pelo ser humano, mas isso não é verdade. Qualquer espaço é considerado meio ambiente, mesmo aqueles em que há modificações causadas pelo ser humano.

 

Nos últimos anos, cientistas vêm analisando cuidadosamente as maneiras com as quais as pessoas afetam o meio ambiente. Eles descobriram que nós somos os causadores da poluição do ar, do desmatamento, da chuva ácida, e de outros problemas que são perigosas tanto para a terra e para nós mesmos.


A Educação Ambiental Começa em Casa


Atualmente, as escolas começam a falar a respeito do meio ambiente desde cedo para as crianças. Elas aprendem que é importante preservar, pois precisamos de recursos naturais para nossa própria sobrevivência. Além das escolas, sempre vemos o assunto ser tratado em programas de TV, revistas, livros, na internet. Mesmo com tanta informação ainda encontramos pessoas que não fazem o básico necessário para a preservação, como não jogar lixo na rua, não poluir rios, desperdiçar água, etc.


É importante começarmos com as pequenas ações, pois de nada adianta se preocupar com o efeito estufa se você joga um papel de bala no chão. Meio ambiente não são apenas as florestas, meio ambiente é qualquer lugar.


Como Proteger o Meio Ambiente


Se você quer proteger o meio ambiente, pode sim se preocupar com questões como sustentabilidade, por exemplo, mas não deixe que a sua preocupação fique apenas na teoria. Pesquise por soluções e aplique-as no dia a dia da sua casa. Alguns bons exemplos são: Economizar papel, separar o seu lixo para reciclagem, etc.


Para economizar água existem várias soluções, e o reaproveitamento é uma das mais fáceis de serem feitas. Por exemplo: Usar a água que lavou a roupa para lavar o chão, deixar baldes para recolher água da chuva e depois usá-la para regar as plantas e assim por diante. Basta ter um pouco de criatividade e se cada um fizer a sua parte poderemos colaborar com a preservação do meio ambiente.


fonte: Cultura Mix