Publicações

Herbicidas, conheça os prós e contras.

As ervas são eliminadas quando disputam certos recursos com as cultiváveis, exemplo, água, sais minerais, espaço e outros.


Atualmente, os herbicidas possuem diversos tipos, ocupando o primeiro lugar no ranking, os a base de glifosato, sistêmicos não-seletivos, que eliminam qualquer tipo de erva daninha, sem distinção.


No entanto, ao mesmo tempo que esse composto ajuda a aumentar a demanda de alimentos e impulsionam a economia, também contribuem para a poluição ao meio ambiente, gerando doenças de irritação de pele ou até mesmo câncer.


Entender os prós e contras deste químico é importante, pois ajuda no momento de fazer escolhas na compra, pois você conhece sobre os produtos e entende o que ele pode fazer ou causar.


Conheça os prós:


Rendimento de colheita


As ervas daninhas competem com as lavouras por luz solar, nutrientes do solo e água.


Contudo, o uso de herbicidas elimina essa competição, permitindo maior rendimento da safra, menos escassez de alimento e menor preço dos alimentos.


Benefícios econômicos


De acordo com relatório da Delta Farm Press de 2013, estima-se que o uso de herbicidas impulsiona de US $ 16 bilhões para agricultores nos Estados Unidos a cada ano.


Além disso, eles reduziram os custos de controle de daninhas em US $ 10 bilhões, incluindo mais de US $ 1 bilhão em economia na remoção manual das ervas.


Paisagismo


Belas paisagens oferecem benefícios próprios. Sem as herbicidas, esses locais naturais podem ser empesteados com ervas daninhas, o que ocasionaria dificuldade em manter canteiros de flores e hortas.


Os contras:


Efeitos colaterais para a saúde


Os herbicidas representam perigo para a saúde de todas as pessoas, sejam elas trabalhadores de campo ou pessoas que compram alimentos cultivados com tais produtos químicos.


Sua exposição pode causar irritação na pele, na garganta e fossas nasais.


Resistência


Para manter as ervas daninhas afastadas, agricultores necessitam e acabam dependendo das herbicidas, pois as daninhas mostram resistência notável a esses produtos químicos e resistem aos seus efeitos.


Tal resistência aumenta os custos com as herbicidas, resultando em uma quantidade maior de química no solo.


Poluição


Um dos fatos que mais prejudicam o meio ambiente é a contribuição negativa que essas herbicidas químicas oferecem, poluindo o ar, a água e o solo.


Sem contar, que quando chove, a água da chuva transporta esses produtos químicos para outras áreas, podendo chegar em cursos d’água, afetando o habitat aquático e matando peixes, e afetando outros locais.


fonte: Luana Felix de Sousa

Estudo alerta para risco de perda da biodiversidade

Pesquisadores de diversas partes do mundo publicaram artigo no número 559 da revista Nature de julho 2018, com o título “o futuro dos ecossistemas hiperdiversos”. Apontam para um iminente colapso global da biodiversidade, que poderá ser evitado se forem adotadas medidas urgentes para reverter a perda de espécies dos trópicos.


O estudo é o primeiro relato de alto nível sobre a situação dos quatro ecossistemas tropicais com mais diversidade no mundo: florestas tropicais, savanas, lagos e rios, e recifes de coral.

Os trópicos, embora cubram somente 40% do planeta, abrigam mais de três quartos das espécies de aves do mundo. Algumas destas aves não são encontradas em nenhuma outra parte e muitas ainda são desconhecidas pela ciência.


Nos ecossistemas tropicais, muitas espécies enfrentam vários perigos, como o desmatamento. São afetadas pelas pressões humanas locais, como a pesca excessiva ou a caça clandestina, submetidas à secas ou ondas de calor vinculadas às mudanças climáticas.


Muitas aves canoras ou aquelas de rara beleza estão em risco de extinção iminente devido a captura para o comércio. No Brasil, são incluídos o soldadinho do Araripe (Antilophia bokermanni) uma bela ave existente numa pequena área do Ceará e, que foi descoberta somente no final do século passado (1996), e o Tiête-de-coroa (Calyptura cristata) redescoberto em 1996 no estado do Rio de Janeiro e criticamente ameaçado; calcula-se que existam somente 50 indivíduos na natureza desse último.


A degradação dos ecossistemas tropicais também ameaça espécies raras, além das pessoas que são afetadas em seu bem-estar em todo o planeta. O bioma Mata Atlântica é um dos mais afetados pelo crescimento da urbanização e são inúmeras espécies, tanto de mamíferos como aves que estão ameaçados. Da onça-pintada no Nordeste restam poucos exemplares em áreas isoladas da caatinga e no leste da Bahia. A arara azul de Lear (Anodorhynchus leari) é uma espécie ameaçada devido ao tráfico de animais e à destruição de seu habitat restando pouco mais de 1000 exemplares na região do Raso da Catarina, no estado da Bahia.


O professor Jos Barlow, da Universidade de Lancaster, que liderou a pesquisa afirma que os recifes de coral, embora cubram somente 0,1% da superfície do oceano, proporcionam recursos pesqueiros e proteção costeira para até 200 milhões de pessoas. Segundo ele, os bosques tropicais úmidos e as savanas armazenam 40% do carbono da biosfera terrestre e contribui para a formação de chuva em algumas regiões agrícolas mais importantes do mundo.


No estudo, os pesquisadores indicam ações necessárias e urgentes que poderão diminuir a degradação desses importantes ecossistemas tropicais. Apelam para, que haja uma mudança radical nos esforços para apoiar o desenvolvimento sustentável e as intervenções de conservação efetivas para preservar e restaurar habitats tropicais.


Como a confirmar o risco apontado pela pesquisa, o World Resources Institute (WRI) publicou em seu site de monitoramento florestal, o Global Forest Watch, a tendência de desmatamento nas florestas tropicais. Os dados de 2017, sobre o Brasil indicam que o país apresentou sua segunda mais alta taxa de perda florestal com a diminuição de 45.000 km2. Os incêndios provocados para a expansão da área agrícola foram os maiores responsáveis pela destruição da floresta.


fonte: Reinaldo Dias

Norsk Hydro chega a acordo após acusações de contaminação no Brasil

As autoridades ordenaram à Norsk Hydro a reduzir em 50% sua produção na fábrica (Ricardo Moraes/Reuters)


A Norsk Hydro anunciou, nesta quinta-feira (6), um acordo com as autoridades brasileiras para pôr fim a um conflito ambiental e que pode permitir ao fabricante norueguês de alumínio retomar completamente sua produção no país.


O Brasil acusava o grupo de ter poluído as águas da localidade de Barcarena, no norte, com resíduos de bauxita que teriam saído de sua fábrica brasileira Alunorte após as fortes chuvas registradas em fevereiro.


As autoridades ordenaram à Norsk Hydro, que nega essas acusações, reduzir em 50% sua produção na fábrica, a maior do mundo de produção de alumina.


Extraído da bauxita, o alumina é o principal componente do alumínio.


Segundo dois acordos firmados ontem no Brasil, a Norsk Hydro aceita pagar R$ 160 milhões na forma de multas, investimentos (como melhorias do sistema de tratamento de água) e distribuição de vales-alimentação para as populações locais.


O grupo também se compromete a dedicar outros R$ 150 milhões para medidas socioeconômicas.


Segundo um instituto subordinado ao Ministério da Saúde, o incidente de fevereiro pôs em risco pescadores e outras comunidades que vivem no Amazonas, porque a água potável e para banho tinha elevados níveis de alumínio e metais pesados.


Embora os acordos não especifiquem uma data para retomar completamente a produção da fábrica, a Norsk Hydro disse esperar que seja em breve.


“É um passo para a retomada das atividades normais na Alunorte”, disse o responsável pela divisão de bauxita e alumina, John Thuestad, em um comunicado.


A normalização seria uma boa notícia para o grupo, cujos resultados e ações se viram afetados por seus problemas no Brasil.


A queda da produção na Alunorte, que tem uma capacidade anual de 6,3 milhões de toneladas de alumina, também a obriga a diminuir as atividades da mina de bauxita de Paragominas e da fábrica de alumínio Albras.


fonte: Revista Exame

As belas praias da Califórnia podem sumir nas próximas décadas

A Califórnia pode perder até dois terços de suas praias até o final do século.


A quarta avaliação climática do governo estadual, divulgada nesta segunda-feira, detalha o impacto cada vez mais perigoso da mudança climática, incluindo aumento do nível do mar, temperaturas mais altas, perda de terras destruídas por incêndios florestais e falta extrema de água.


O relatório apresenta novos aspectos dos riscos enfrentados pelo Estado e atualiza projeções sobre o impacto da mudança climática. Sem medidas significativas para limitar as emissões de gases que causam o efeito estufa, a temperatura máxima do dia, usando uma média anual, subirá de 3,1 a 4,9 graus até 2100. O impacto será sentido muito antes disso.


A água vinda da reserva de neve do Estado pode diminuir em dois terços até 2050. A falta de água para a agricultura chegará a 16 por cento em algumas áreas, o que reduz a umidade do solo. Este verão já deu uma prévia do que acontece com florestas esturricadas pelo calor extremo. Comunidades com menos de 10.000 moradores tendem a sofrer desproporcionalmente com o encarecimento e escassez de água. A seca que atingiu o Estado entre 2012 e 2016 é considerada uma advertência meteorológica.


Com a mudança climática, florestas ficam mais vulneráveis a incêndios. Até 2100, pode haver um salto de 50 por cento nos incêndios florestais considerados extremos e aumento de 77 por cento na área média queimada, segundo o estudo. Conter incêndios e podar florestas ajudaria a reduzir os danos projetados.


Sistemas de infraestrutura de transporte de combustível enfrentarão ameaças maiores com o passar dos anos e décadas, de acordo com o relatório. Docas, terminais e refinarias correrão riscos maiores devido a enchentes e ao aumento do nível do mar. Estradas e ferrovias usadas para transporte de gasolina e petróleo também são mais vulneráveis a incêndios florestais.


A intensificação do uso de ar-condicionado aumentará a demanda por energia, especialmente no interior e na costa sul do Estado. A infraestrutura de energia na região do delta dos rios Sacramento e San Joaquin é suscetível no longo prazo à combinação de afundamento do solo e elevação do nível do mar. As barreiras existentes podem ficar aquém dos padrões federais na metade do século.


fonte: Eric Roston

Chilenos criam sacos plásticos solúveis em água que não poluem

Segundo inventores, novo plástico demora apenas cinco minutos para ser desfeito (Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)


Com uma mudança sutil na fórmula do plástico, que permite substituir o petróleo pela pedra calcária, um grupo de empreendedores chilenos conseguiu fabricar sacos plásticos e de tecido reutilizáveis solúveis em água e que não contaminam.


Roberto Astete e Cristian Olivares, os dois artífices deste produto, começam a fazer experimentos para fabricar um detergente biodegradável, mas acabaram encontrando a fórmula química à base de PVA (álcool polivinílico, solúvel em água) e que substitui os derivados do petróleo, responsáveis pela alta durabilidade dos plásticos que se integrou à cadeia alimentar de animais marinhos e responsáveis pela deterioração do meio ambiente.


“Nosso produto deriva de uma pedra calcária que não causa danos ao meio ambiente”, assegurou Astete, diretor-geral da empresa SoluBag, que espera comercializar seus produtos a partir de outubro no Chile, um dos primeiros países da América Latina a proibir o uso de sacos plásticos convencionais em estabelecimentos comerciais.


“É como fazer pão”, acrescenta. “Para fazer pão é preciso farinha e outros ingredientes. Nossa farinha é de álcool de polivinil e outros componentes, aprovados pela FDA (agência americana reguladora de alimentos, medicamentos, cosméticos, aparelhos médicos, produtos biológicos e derivados sanguíneos), que nos permitiu ter uma matéria-prima para fazer diferentes produtos”.


Diante de jornalistas, os dois demonstraram a solubilidade imediata de suas sacolas plásticas em água fria ou de bolsas de tecido reutilizáveis em água quente.


“O que fica na água é carbono”, assegura Astete, o que os exames médicos realizados demonstraram que “não tem nenhum efeito no corpo humano”.


Para demonstrar que a água turva resultante da dissolução é “inócua” e potável, eles bebem alguns copos.


Reciclagem doméstica


“A grande diferença entre o plástico tradicional e o nosso é que aquele vai estar entre 150 e até 500 anos no meio ambiente e o nosso demora apenas cinco minutos. A gente decide quando o destrói”, afirma Astete, antes de acrescentar que “hoje em dia a máquina recicladora pode ser a panela de casa ou a máquina de lavar”.


A fórmula encontrada permite “fazer qualquer material plástico”, razão pela qual já estão trabalhando na produção de materiais como talheres, pratos e embalagens.


Os tecidos solúveis na mesma água quente que serve, por exemplo, para preparar um chá ou um café, podem ser usados para produzir sacolas de compras reutilizáveis e produtos hospitalares como os protetores de macas, batas e gorros do pessoal médico e de pacientes que costumam ter um único uso, explica Olivares.


E quando chove, como as compras chegam em casa? Os fabricantes podem programar a temperatura à qual tanto os sacos plásticos como os de lixo se dissolvem no contato com a água.


Outra vantagem das sacos é que são antiasfixia, uma causa importante de mortalidade infantil, pois se dissolve em contato com a língua ou as lágrimas.


Com a produção maciça, que pode ser feita nas mesmas empresas que fabricam os plásticos convencionais – basta apenas alterar a fórmula -, o preço de seus produtos pode ser similar ao dos atuais, garantem.


Em um mundo onde em 2014 foram fabricadas 311 milhões de toneladas de plástico e se nada mudar, em 2050, serão produzidas 1,124 bilhão de toneladas, Astete e Olivares esperam dar ao cliente o “empoderamento de ajudar a descontaminar o meio ambiente” porque “a grande vantagem é que o usuário decide quando destruí-la”, assegura.


A iniciativa ganhou o prêmio SingularityU Chile Summit 2018 como empreendimento catalizador de mudança, o que rendeu aos inventores um estágio no Vale do Silício a partir de setembro.


Ambev terá 1,6 mil caminhões elétricos na distribuição de bebidas

A Volkswagen Caminhões e Ônibus, com fábrica em Resende (RJ), anunciou na segunda-feira, 20, que a Ambev terá 1,6 mil caminhões elétricos na frota de distribuição das bebidas produzidas pela marca. Os veículos serão produzidos na fábrica de Resende (RJ) e entregues até 2023. Com isso, 35% dos veículos de distribuidores que prestam serviços para a cervejaria serão movidos a energia limpa.


Dona das marcas Skol, Brahma e Antarctica, a Ambev receberá a primeira unidade do e-Delivery, voltado a entregas urbanas, nos próximos meses. Por enquanto é um veículo de teste, que poderá receber alterações até o início da produção em escala, prevista para 2020.


Segundo Roberto Cortes, presidente da MAN Latin America, fabricante dos veículos pesados da Volkswagen, esse é primeiro caminhão leve 100% elétrico feito na América Latina. O veículo foi desenvolvido no Brasil, utilizando soluções mundiais. O projeto foi contemplado no investimento de R$ 1 bilhão que o grupo tem programado para o período de 2016 a 2021.


O executivo diz que o preço do produto não está definido, mas, inicialmente, será muito acima de um modelo a diesel, pois só a bateria, importada da China, tem hoje custo bastante elevado. “Com o aumento da produção, os custos certamente vão baixar”, diz Cortes, que já tem vários fornecedores locais de outros componentes. Ele acredita que, ao longo dos próximos anos, alguma empresa deva iniciar a produção de baterias localmente.


Para a Ambev, o uso em suas operações de caminhões elétricos, que não emitem poluentes e são silenciosos, fazem parte do seu compromisso de reduzir em 25% a emissão de carbono em toda sua cadeia de valor (logística e produção) nos próximos cinco anos.


“Temos certeza de que esse projeto contribuirá muito para a construção do legado sustentável que queremos deixar para as próximas gerações”, diz Guilherme Gaia, diretor de logística e suprimentos da Ambev.


A empresa atualmente é atendida por frota de 4,8 mil caminhões, que vão sendo renovados gradualmente. Para abastecer os veículos elétricos, promete usar apenas energia adquirida de fontes limpas, como eólica e solar.


O grupo também vai instalar painéis de geração de energia solar em seus centros de distribuição para abastecer os veículos. O caminhão tem autonomia para rodar até 200 km com a bateria carregada.


Coleta de lixo


Na segunda-feira, 20, a Corpus Saneamento e Obras, de Indaiatuba (SP), também disse que recebeu seis caminhões elétricos importados da fabricante chinesa BYD – os primeiros de um total de 200 que serão incorporados à frota usada na coleta e transporte de resíduos. Até dezembro chegarão mais 15 unidades. Outras 60 serão entregues em 2019, e as demais nos quatro anos seguintes.


Para entrar no Brasil, os veículos pagam 35% de imposto de importação e são isentos de IPI. A alíquota de ICMS é de 18%, enquanto o caminhão a diesel paga 12%. A filial da BYD estuda nacionalizar a produção em sua fábrica em Campinas (SP), onde já monta ônibus elétricos.


Mais caro


Um caminhão elétrico pode custar cerca de três vezes mais que um a diesel, valor que diminuirá com aumento de demanda. Parte do custo é compensada pelo menor gasto em manutenção, estimado em 40%. O elétrico tem 3,5 mil peças, e o a diesel tem 5 mil. O preço da energia também é inferior ao do diesel.


fonte: Cleide Silva, do Estadão

Abelhas desenvolvem dependência química de agrotóxico (como fumantes)

Quanto mais se alimentam de néctar de plantas contaminadas ou tratadas por agrotóxicos, mais as abelhas desenvolvem um estranho apetite pelo “mix” de substâncias. A constatação preocupante vem de uma estudo britânico publicado nesta semana na revista científica Proceedings of the Royal Society B.


Essa preferência não é natural, mas adquirida. Segundo a pesquisa, desenvolvida por cientistas da Imperial College London e da Queen Mary University of London (QMUL), na Inglaterra, ao longo do tempo, as abelhas são atraídas pelo néctar contendo inseticidas neonicotinóides, o que pode aumentar suas chances de exposição a altos níveis de substâncias químicas.


Os neonicotinóides são uma classe de inseticidas derivados da nicotina. Algumas dessas substâncias tiveram o uso proibido na União Europeia e em alguns outros países, após estudos evidenciarem correlações dos produtos aplicados à lavoura com o declínio de populações de abelhas polinizadoras.


Análises anteriores indicaram que alguns polinizadores, como as abelhas, não são capazes de distinguir a presença de três tipos de neonicotinóides comumente utilizados na agricultura e, portanto, não conseguiriam evitá-los.


Na nova pesquisa, os cientistas realizaram um experimento durante 10 dias em que os insetos tinham à disposição uma variedade de comedouros com sacarose (néctar) contendo entre 0,2 e 11 partes por bilhão de um pesticida neonicotinóide, além de outros comedouros sem nada de pesticida. A intenção era reproduzir a exposição que ocorre na natureza, sob diferentes concentrações e durante um longo período. 


O resultado? As abelhas demostraram uma preferência por alimentos que continham o inseticida. A proporção de visitas aos comedouros com o neonicotinóide aumentou ao longo do tempo, resultando em um maior consumo de sacarose que continha a substância em relação à sacarose sem nada. 


Mesmo após os pesquisadores alterarem a posição espacial de cada comedor, as abelhas continuaram a visitar aqueles com o inseticida, o que indica que elas são sim capazes de detectar o tiametoxam e alterar seu comportamento para continuar alimentando-se dele.


A crescente preferência por consumir os alimentos tratados com neonicotinóides, concluíram os cientistas, aumenta o risco de exposição  para toda a colônia. Os resultados, segundo eles, destacam a necessidade de incorporar esse gosto particular dos polinizadores por certos tipos de substâncias nas análises de riscos sobre pesticidas. 


Assim como a nicotina atua nos humanos, os pesticidas neonicotinóides afetam o sistema nervoso dos insetos. Estudos têm demonstrado que a exposição aos neonicotinoides pode prejudicar as funções motoras, o aprendizado, a orientação e a navegação dos insetos, o que afeta diretamente a capacidade de captar alimento e de se reproduzir, colocando em risco a própria sobrevivência das colônias.


Considerando o papel vital desses polinizadores, uma exposição generalizada a defensivos agrícolas perigosos pode ter consequências graves para as culturas e a própria saúde dos ecossistemas. 


fonte: Vanessa Barbosa

Aquecimento já ameaça “último reduto da era de gelo” na Terra

A cada ano que passa, mais gelo derrete durante o verão e menos gelo se forma durante o inverno no Ártico, região que aquece duas vezes mais rápido que o resto do mundo.


Agora, a área de gelo marinho mais espessa e mais antiga do Ártico, considerada o último reduto da “era de gelo” em face das mudanças climáticas, está se fragmentando, informou nesta terça-feira o jornal britânico The Guardian.


É a segunda vez no ano que uma ruptura foi verificada nas camadas ao largo da costa norte da Groenlândia, que geralmente se encontram congeladas, mesmo no auge do verão.


A perda de gelo, que os meteorologistas chamaram de “assustadora”, foi associada aos ventos quentes e à onda de calor que assola o hemisfério norte, de acordo com os especialistas ouvidos pelo jornal.


O dado é motivo de preocupação. Desde que as observações dos satélites começaram na década de 1970, raramente foram observadas rupturas relevantes e que permitam a intrusão de água líquida na camada de gelo da região, que pode atingir até 20 metros de espessura. 


“Eu não sei dizer quanto tempo essa fratura permanecerá aberta, mas mesmo que seja fechada daqui a alguns dias, o dano já terá sido causado: o grosso e velho gelo do mar terá sido empurrado para longe da costa, para uma área onde vai derreter mais facilmente”, disse Thomas Lavergne, meteorologista do Instituto Meteorológico Norueguês, ao Guardian.


Com o agravamento da situação, os cientistas talvez tenham de repensar que outra área do Ártico será capaz de suportar os efeitos das mudanças climáticas.


Assim como as florestas e os oceanos, os solos terrestres são um dos maiores sumidouros de dióxido de carbono (CO2) no mundo. Recentemente, um estudo divulgado pela National Geographic revelou que as as camadas mais elevadas do solo que isolam o permafrost (como é chamado o solo da região gelada) pela primeira vez não congelaram após o verão em uma área da Sibéria, levantando preocupações de que os gases do efeito estufa aprisionados ali ao longo de anos possam ser liberados mais cedo do que o esperado. 


Os efeitos desse fenômeno ganham proporções de bomba-relógio ao se considerar que as maiores perdas ocorrerão nos ecossistemas de alta latitude, como o Ártico.


fonte: Vanessa Barbosa


‹‹  1 2  ››